Porque a gente precisa de alguém,
Para mendigar um amor fugaz?...
Rogar-lhe que nos pise na alma,
Que nos olhe... com desdém?
Será que vale a pena?
Não sei, não o sabe ninguém...
É um amor desengonçado,
Desgraçado,
É o que ele é!
É muito custoso para mim,
Manter esse sentimento,
Esse tormento,
E a indiferença,
Que não sou capaz,
De oferecer...
Esse amor, creio que existe,
Me deixa louco,
Me apavora,
Mas, não consigo sair,
Desta prisão,
E ir embora...
Ando pelas ruas,
Sem rumo,
Sem prumo,
À esmo,
Sou prisioneiro,
De mim mesmo,
Talvez...
Queira morrer,
Sufocado,
Na praia,
Estirado,
Sem pecado...
Sou um poeta operário,
Do verso,
Deste universo,
Interior,
Tão precário...
Um visionário do amor,
incandescente,
Que torra a alma
E a mente...
Esse poder que você,
Tem sobre mim:
É o começo,
Meio,
E fim...
Dessa falácia sentimental,
Que é o meu,
E será:
O seu mal!
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