A grande luta dos companheiros espíritas, esta vinculada aos compromissos assumidos no plano espiritual, pelos corajosos trabalhadores da última hora...
A mediunidade abençoada, de tantos que têm esse dever a cumprir, brota, muitas vezes, espontaneamente, de espíritos tarefeiros na seara do bem e do amor, mas, não sem os azorragues da calunia, inveja, maledicência e até de empecilhos maiores, no campo do trabalho mediúnico a que se dedicam, apesar de todas as situações desfavoráveis, pelos próprios espíritas, que se arvoram em donos da verdade, da ética e da moral, condenando aqueles que erram, porque somos falíveis no campo das virtudes e do aprimoramento incessante que, muitas vezes, tropeçamos e recebemos a primeira pedra, justamente, daqueles que deveriam nos compreender e tolerar...
A realidade do mundo espiritual não difere do mundo material, embora, seja mais transparente, mais cheia de vida, perante nossos deslizes contumazes, pela nossa ignorância e desânimo nas sendas da fraternidade...
Afinal, somos seres em evolução, e ainda, não atingimos a plenitude da angelitude...
Caímos e levantamos, quantas vezes forem necessárias... assim, é a guerra, a bendita guerra dos corajosos, que conhecem o sentido das dores por que passamos...
Uma das maiores demonstrações de fé e coragem, é o exemplo, pois, conhece-se o espírita pelo seu modo de ser c coragem para mudar a si mesmo...
A Codificação de Kardec, é o rumo certo para se atingir a maioridade do espiritismo, neste orbe de transição, e irá sobreviver, independentemente, de neo espíritas, que não acompanham a caravana do Codificador, colocando obstáculos no trabalho daqueles dedicados seareiros, que estão presentes, mesmo que estejam doentes... do corpo, da alma e da mente!
São os "espiritistas", nome genérico àqueles que denigrem, falam asneiras, são maledicentes, incoerentes e fofoqueiros, atrapalhando o serviço na seara do bem, chamando seus companheiros de embusteiros, mensageiros anímicos, ilusionistas da palavra evangélica e mistificadores... mas, trabalhar que é bom, isso eles não fazem, são frequentadores, sem jamais, serem doadores... nem de pensamentos positivos, quanto mais de ectoplasma... são conhecidos no plano espiritual, como: Fantasmas! Fantasmas terrenos, obsessores " in passant", dignos de piedade pelo uso indevido da dolorosa mediunidade... pululam nos Centros espíritas, razão pela qual, a guerra é dos corajosos, que operam no campo fértil do "pão da vida", mesmo que, de vez em quando, comamos o pão "que o diabo amassou", quer dizer, convivendo com nossos irmãos de jornada, nas reuniões mediúnicas, palestras, atendimento fraterno e outras atividades, próprias de cada Casa espírita, espalhadas por este mundo a fora...
Aí, exercitamos o amor e a tolerância, sem subserviência aos irmãos, limitados por suas mazelas deleitantes!
Aí, exercitamos o amor e a tolerância, sem subserviência aos irmãos, limitados por suas mazelas deleitantes!
Um dia, seus sentimentos serão renovados, e suas dividas, perante a consciência própria e universal, terão novos rumos... assim, funciona a Lei de Causa e Efeito.
Caminhamos entre altos e baixos, entre melindres, mágoas e revoltas, por isso, temos que ter cuidados redobrados , com as investidas dos irmãos dos dois planos, que vibram, negativamente, interferindo na condução dos trabalhos e na aura de um grupo...
Todas as relações humanas são complexas, e as disputas por cargos, posições e poder, é um moto contínuo no orbe terrestre e quem, à miúde, fala que nada quer é o que mais deseja... portanto, dentro de uma agremiação, ou mais direto, dentro de um Centro espírita, as surpresas são inevitáveis... são, na verdade, oportunidades de evolução através do amor, perdão, oração e perseverança nos caminhos do bem e da alegria de servir.
O orgulho e a vaidade, para todos, é um caminho sem volta... e o que não podemos ter é o desrespeito pelo livre arbítrio... devemos "aceitar" o outro do jeito que ele é, pois, a mudança é pessoal e intransferível...
É nas horas de íntimo desgosto, que se apresentam as chances de dar o testemunho da nossa fé e da aceitação da nossa missão, pois, quando nos expomos estamos sujeitos à invasão dos nossos pensamentos, metas e objetivos traçados, principalmente, pelos nossos desafetos...
É na nossa arrogância e prepotência, que deixamos aparecer as mazelas da alma, julgando e condenando, como se fossemos imaculados servidores do Cordeiro... isso, é um efeito sutil do orgulho, da vaidade e da inveja...
Somos testados, assiduamente, pelos nossos companheiros de fé, no reduto das convivências esposadas, pelo amor ou pela dor.
Acusar e culpar não é feitio do espirita Kardecista... Nós aplicamos o amor através da indulgência, tolerância, benevolência e perdão das ofensas, incondicionalmente, razão pela qual, somos vitoriosos nesta guerra bendita...
E a guerra continua...
Itanhaém, 04 de nov de 2015
Jose Aloísio Jardim ( Sêo Jardim )
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