segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Conquista espinhosa

Flores... Cartas de amor... E presentes!
Nada disso... Sei que não adiantou,
Você não me gosta... ( Dizem os maledicentes. )
Insistindo neste amor... Ainda vou!

Você já me disse, que pareço com um sapo,
E de príncipe... estou mais para um serviçal,
Que não serve para polir o seu sapato de cristal...

Esse amor me leva ao "nocaute", sem levar nenhum sopapo,
E seu desdém... É muito mais, do que uma simples aversão:
Acho até que ele é o fruto amargo... De outra reencarnação!

( Vou terminar este soneto, invertido, com dois quarteto: )

Sei que você, para mim... Nem se lixa,
E não abre a porta do seu coração,
Vou fazer uma chave "mixa",
Para entrar... De sopetão!

A conquista de uma mulher... Quando ela é espinhosa,
Acaba nos dando uma força... De um temido leão:
Tudo parece igual, a estória do cravo e a rosa,
Ou de Tristão e Isolda, na sua comparação!

Itanhaém, novembro de 2015

Jose Aloísio Jardim   ( Sêo Jardim )


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