Voltando ao passado, quando, na cidade natal,
Vi construções modernas - todas - misturadas,
Às antigas: Os pomares, jardins e até o quintal,
Junto às lembranças das meninas paqueradas!
Minha cidade colocou-me diante de mim mesmo...
As ruas em sobe e desce, íngremes ladeiras de terra,
A comida mineira - taioba, tutu de feijão com torresmo:
Era minha avó ao fogão de lenha - no tempo do pós guerra!
As reminiscências não tem explicações, são cheias de mistérios,
É como viver outras vidas em lugares e épocas do ego - esquecidas...
Talvez, sejam as nossas lembranças, iguais ao fogo-fátuo dos cemitérios!
Andei por todos os cantos... vi todas as pessoas e tudo que a vista alcança,
Parece que nada mudou - as ruas são as mesmas, as igrejas e casas construídas,
São, na verdade, marcas definitivas de um tempo - onde vivia e brincava uma criança!
Ofertório:
Carmo de Minas... lá no sul das Minas Gerais,
Foi onde nasci e fui batizado, mas, mudei de religião,
Se o padre Carmelo foi vivo - eu sofreria a excomunhão:
Porém, o Papa Francisco, não faria isso, sobre a fé: Jamais!
Itanhaém, 01 de nov de 2015
Jose Aloísio Jardim ( Sêo Jardim )
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