segunda-feira, 8 de abril de 2013

À MINHA FILHA DANIELLA

Minha voz, trêmula, te pede que não saia,
Do aconchego certo da nossa casa,
É a saudade que se avizinha,
E desmaia,
Em minha alma, quaze em brasa,
Onde minha dor... Se aninha!

Foste ao longo da vida, a minha alegria,
Partilhamos juntos, tempos de sofrimento,
Na doença te carreguei nos braços, um dia,
E hoje, filha... Foste pedida em casamento...

Assim é a vida, na alegria e na tristeza,
Repara este soneto... Sobre a mesa,
Ele fala, justamente, desta hora:

" - Para certas emoções não existe Cartilha,
Sòmente... Quando tiveres uma filha,
E ela te deixar... Como me deixas, agora!..."

J.A.Jardim

Nenhum comentário :

Postar um comentário