domingo, 14 de abril de 2013

BEATRIZ : MINHA NETINHA!


BEATRIZ : MINHA NETINHA!

 

Minha netinha Beatriz, tem a beleza das flores que vicejam na primavera…

Com seus cabelos cacheados, cor de ouro, e seus olhos de um azul celeste que encanta qualquer um que mire em seu olhar curioso e pesquisador das surpresas da vida, pois, tudo para ela, é, surpreendentemente, novidade… Será?

Quando vem nos visitar é um alvoroço que dá gosto… Corre pela casa com uma alegria que a todos nos contagia, sobe a rampa da entrada de nossa casa de praia, e cái… E quando corro para “salvá-la”, diz, cândidamente: “ – Vovô, estou caindo de madula…” E se levanta, com aquele ar de felicidade de quem acaba de realizar uma proeza…

Às vêzes, quero pegá-la no colo e ela me diz: “ A Bia num qué!…” E não há quem faça ficar nos meus braços, e quando me acostumo com sua ausência, ela vem, de mansinho, e fala:“ – Vovô, a Bia qué passeá…” Abrindo seus braçinhos aveludados e com aquele sorriso, angèlicamente, irresistível…

Sempre que ela chega, traz consigo todas as alegrias do mundo, e quando vai embora, leva de volta todas essas mesmas alegrias, deixando uma saudade danada, no espaço de nossa casa, sem ela, tristemente, vazia…

Cismo, comigo mesmo, que a Bia é uma “anja” colecionadora de alegrias, que guarda em algum lugar, quando as compartilhamos, coletivamente, e as leva, somadas com as nossas, para revê-las, quando sentir saudade da gente, ao lado de seus pais… Em sua casa, lá em Valinhos!

 

TRES QUARTETOS E UM DUETO PARA BEATRIZ

 

Estás, sempre, em minha lembrança,

E na tua imagem minha dor se acalma,

Neste teu geito de carinhosa criança,

Trazendo a paz à minha solitária alma.

 

Às vêzes, sentada em meus joelhos,

Como se estivesse pedindo conselhos,

E teus olhos claros, timidamente, brilha,

Como se ela fosse, realmente, minha filha…

 

À noite, quando o cansaço em teu corpo avança,

Vejo minha filha, junto dela, exausta  e adormecida,

Abraçadas, como se estivesse pedindo que tua vida,

Seja livre de todo o mal: Este é teu desejo e esperança…

 

Arcanjos, querubins e serafins a protejem como se fosse uma rainha,

Mas ela, na verdade, é um anjo, que nasceu para ser:

Minha doce netinha!…

 

Vô coluja

J.A. Jardim  ( Sêo Jardim )

 

 

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