Carta fechada
Aos meus confrades, acadêmicos da
Academia Itanhaense de Letras!
O que é a Academia, senão a união e a reunião dos membros eleitos para
compor nossa Sublime Instituição?
Tenho pensado muito na abstinência dos nossos convivas, inclusive
“moi”, que passei por um tempo de provas com a saúde combalida, coisa que
superei nesta vida…
Quando a gente falta à reunião, quer da Diretoria ou do Convívio
acadêmico, sem motivos, verdadeiros, estamos destruindo um mundo maravilhoso,
que poucos tem a oportunidade de formar e integrar, pois, se assim continuar,
um dia, nossa egrégia Academia será como o pó das catacumbas, onde restarão
lembranças esparças de momentos felizes e de uma entidade que nasceu, floresceu
e morreu, porque nós a matamos com o nosso desdém, nossas “picuinhas”, vaidades
e, cada um sabe, de per si, onde faltou, falhou ou errou! “ – Não me entendam
mal, porque não vai aqui, nenhuma admoestação a quem quer que seja…”
Todos somos co-responsáveis pelo esplendor ou pela luz bruxuleante que teima em não se apagar, mas,
basta um pequeno sopro, uma palavra ininteligígel ou mal dita, para vermos ruir
nosso palácio de idéias, de rimas, prosas e versos, e os “amigos acadêmicos”,
dispersos na vastidão dos ideais adormecidos pelas idéias e motivos entorpecidos…
Conclamo a todos que tenham coragem e consciência, que ame ou até só
goste da nossa Academia, para uma tomada de atitude, diferente dos tempos que
vivemos no aparente ostracismo das ações enobrecedoras; somos mais que isso que
lhes digo: Somos Membros da Academia Itanhaense de Letras! Somos Imortais!
Entre nós, somos,todos, iguais…
Nossos trages não são de gala, nossas cadeiras são duras e nem temos o
direito a uma sala, na verdade, não podemos culpar ninguém, a não ser nós
mesmos, pois, nem temos CNPJ e disso qualquer um pode fazer chacota, quando a
gente , humildemente, solicitar ao Prefeito “coração de aço” nosso pedido, oficial,
para termos nosso espaço…
Dizia o poeta:
“ A vida é luta renhida, que os fracos abate e aos fortes… só pode
exaltar!”
As ausências devem ter um motivo bem forte e mais forte, ainda, deve
ser a presença!
E.T. “ – Somos, juntos, como os grãos de areia,
que dobram a força das ondas que invadem as praias…
na maré baixa ou na maré cheia,
porém, alguns, sòzinhos,
são levados pelos tatuis,
conhecidos como: “ Tatuzinhos…”
…E o Alcaide, com seu assesssor insensível,
fazem da AIL, um lugar… menos
aprazível!...
Não há culpados, já que não
somos, todos, condenados…”
Et: não temos mais reuniões separadas entre diretoria e convívio,
portanto: achemos um tempinho para, porque não, declamarmos nossas poesias ou
jogarmos, “ conversa fora....”estreitando nossos laços acadêmicos!
Jose Aloísio Jardim
Cadeira Nº 05 - Isaías Cândido Soares - AIL Itanhaém, 13 de março de
2013
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