" Olá, como vai?"
Respondi-lhe:
" Na foto estou bem, mas, na radiografia... estou mais perto do além!"
Ontem, pelado, olhei de frente para o espelho... e virei de bunda e, também, não gostei! "rs.rs.rs."
A velhice é uma merda!
Eu gosto de você e você gosta de mim!
Carrego comigo uma tristeza imensa,
e comigo vai, também, uma alegria enjaulada,
nenhuma das duas vai embora, parece uma doença,
que me persegue, nas altas horas, tristes, da madrugada!
Ontem, sonhei contigo e com teus encantos
de mulher ardente,
acordei molhado em prantos:
Era um homem carente!
Trago comigo todas as primaveras,
todas as flores,
e do arco-íris as cores:
em sonhos, fantasias... e quimeras!
Sei de cor e para todos ensino,
sobre tudo que, na vida, aprendi,
sou reflexo do inocente menino,
das lições amorosas... vindas de ti!
Sou escravo do teu amor,
e sem ti não sei como vivo,
não sei viver sem o teu calor,
sou, em liberdade, na verdade,
um apaixonado... pássaro cativo!
Então, ficamos assim:
Eu gosto de você e você gosta de mim!
Sei que é difícil esconder nossos desejos,
e quando nos encontramos:
nosso mundo vira em abraços, alegrias e beijos...
Coisa de caipira
Fui certo dia, na casa do cumpade, mais o cumpade num tava lá, só tava a cumade, mais é mesmo que o cumpade tá...
Eu só quiria sabe cumu o cumpade tava...
Intão, puxei uma prosa cum a cumade, qui tava tão suzinha, longe do cumpade qui tinha saído para pescá...
A noite tava tão bunita qui dava vontade da gente se abraça...
O céu tava lindo dimais e todo pintadinho di estrelas...
Inté us passarinhos começaram a cantá...
As crianças tavam tudo durmindo que fazia gosto de oiá...
Aí, falei pra cumade:
" - Cumade, a gente pudia se deitá na rede, e ficá oiando a noite passá, dispois a gente tomava um gorpinho da cachaça especiar, que o cumpade guarda no garrafão, que ganhô du vizinho..."
A cumade riu de fazê gosto e trouxe uns pitiscu pra nóis biliscá...
Pensei muito, agarrei a coragem que eu num tinha e falei prá cumade:
" - Óia cumade, tudo tem a primeira veis e eu quiria, desde a muito tempo podê, um dia ti amá..."
A cumade riu... riu... riu e inté mijô pela perna abaxo...e me falô assim:
" - Óia cumpade, inté qui o sinhô é muito guapo e inté qui tenho um certo atrativo pela sua pessoa, mais, eu quiria ti dizê qui o seu cumpade tá lá dentro di casa oiando, e esperando aquele presente qui o sinhô disse qui ia dá prus nossos fios... e a espingarda dele tá carregada i gospe um fogo danado..."
Aí, quem mijô nas carças fui eu, inté me borrei todo... e nunca curri tanto im minha vida de "Guapo", qui inté hoje num sei o que significa...
Tô aqui contano essa istória purque a ispingarda do cumpade faiô... o gatio imperrô...
Se argum cumpade passá pur uma situação dessa... tome cuidado cum a língua e antes, óia bem na casa e pirgunte se o cumpade tá, mais... do lado di fora da casa.
Meu cumpade, oce num sabe, mais, sei que a sua oreia vai pegá fogo com o que vou contá:
" - Teve um dia, que u sinhô foi na cidade comprá mantimento e eu fui inté a sua casinha de sapé, e falei prá cumade mi perdoá pela fraqueza e pela emoção di meus sintimentos, purque minha cabeça parecia oficina du demo e eu tava pussuído de um ispírito do mar... "
A cumade riu di novo e mi falou assim:
" - Ora, cumpade, dexa isso prá lá, já são águas passadas pur baxo da pinguela, mais, se o seu cumpade morrê primero qui u sinhô, me procura prá nóis continuá a nossa conversa..."
Mais, pode fica sussegado, cumpade, qui mata o sinhô eu não vô, pois, sou devoto das armas penadas qui procuram pur sarvação!
Óia, cumpade, essa sua muié é uma santa, divia tar num artá!
Eu tenho é inveja du sinhô!
Minhas discurpas pelo ocurrido: Eu pudia ter morrido..."
Mais, pur vias das dúvidas, comprei uma ispingarda, e coloquei na parede da minha casa, e entortei u cano dela... prá pegá chifrudo na curva...
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