sexta-feira, 31 de maio de 2013

Quando eu morrer

Quando eu morrer, não quero choro nem velas,
não quero que lamentem a minha esperada morte,
quero apenas alguns anjos fortes como sentinelas,
me amparando, e também, me guie... e conforte!

Não quero mentiras à beira do meu túmulo,
quando em vida viviam zombando de mim,
quero que sejam, as palavras... no meu fim,
verdadeiras... o contrário, seria o cúmulo...

Hipocrisia... chega de tanto gesto fingido,
deixem-me morto na cova e no jazigo sozinho,
da mesma forma que sempre fui esquecido,
sem nunca ter amizades, e dos amigos: carinho!

Não quero prantos de ninguém que não sejam,
da mulher que foi minha última companheira,
pois, somente ela tem afetos... que sobejam,
junto com meus filhos... pela vida inteira!

Não creio que ninguém me fará uma prece,
e saudades, poucos, também, nem sentirão,
assim é a vida que em minha alma anoitece:
e fenece o meu solitário... e fraco coração!

Resta, em verdade, um consolo fugaz,
antes que termine... este final de dia:
Para ti, minha alma compenetrada te faz,
alguns versos que transformo em poesia!









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