quinta-feira, 2 de maio de 2013

Só, pela casa vagando... em recordações,
quem me vence é a tristeza e a melancolia
pela saudade de minha amada - doce Maria!
meu coração expele as lavas como os vulcões...

Direis vós que me ouvis pelas palavras em brasa:
" - Louco! Demente! Insano! Até parece brinquedo,
expor para todo mundo este teu grande segredo,
que podia ser guardado no aconchego da tua casa!"

Mas, que importam  as convenções se não tenho receio,
de expor minha vida, e minha paixão ao mundo real,
já que não tenho paz e nem encontro nenhum meio,
de debelar essa dor que causa tanto... tanto mal!

As horas mais felizes de nossas vidas,
pertencem, todas elas, ao passado,
quando as vivia ao meu lado,
na esteira do tempo... transcorridas!

Fico pensando em ti... fico a cismar,
que  um dia poderias me amar...
E meu pensamento, atormentado, voa,
e minha alma, de joelhos, te abençoa!

Sinto frio! Deve ser a velhice que aparece,
meu coração faz para ti uma sentida prece,
lembrando que, um dia, unida ao meu peito,
dizias que nosso amor, jamais seria desfeito...

São as ilusões da vida que soem acontecer,
àqueles que, realmente, amam alguém na vida,
mas, seu destino, como carma, é só sofrer,
longe da pessoa que ama... no tempo, perdida!

Só! Este é o meu caminho que vou enfrentando,
na mais triste solidão que adormece a minha alma,
sou como um pássaro da tempestade escapando,
como o mar que os vagalhões, em silêncio, acalma!

Jamais te esquecerei e isso eu posso jurar,
nunca no meu peito irei deixar tua doce imagem,
jamais meu amor por ti irá, um dia, acabar,
e te prometo, mesmo que me falte a coragem,
sacrificar-me... se algum dia tu me condenar...
Todo tempo que passar, não será suficiente
para eu deixar de te amar...
No meu peito reina a saudade, que a alma
me corta,
vem, minha querida, dar vida à minha alma,
quase morta...
Tu és tudo que eu procuro:
Eu te amo! Isso, eu juro!


















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