segunda-feira, 24 de março de 2014

Apologia da solidão

Chovia, torrencialmente, e a agua invadindo a gleba,
fazia com que a bicharada saísse de suas tocas,
não ficou para contar estórias, nem o tatu-peba,
até os nativos aborígenes... saíram de suas ocas!

Descia, rio abaixo, um tronco seco e carunchado,
cheio de carunchos e cupins, nadando desesperados,
o tronco estava torto, enegrecido, e mortalmente, rachado,
tinha, na verdade, sua vida e seu tempo, vencido e contado...

Tinha seus galhos, vestígios de uma época que não existe mais...
Ramos presos, entrelaçados, como se ali... tivesse muitos ninhos!
Algumas flores, a gente via, enroscadas no seu bojo... era demais!
As aves tentavam agarrar alguma coisa ao redor: Eram os ovinhos...

O tronco chegou  na praia, mas, sob olhares curiosos, abandonado!
Sou mais ou menos assim, como aquele tronco, na praia morrendo!
E dos cupins que fugiram e das aves que partiram... o meu pecado,
eu pago com um sorriso no rosto... E assim vou... sem ti: Vivendo?!

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