domingo, 23 de março de 2014

Uma cidade à beira mar


É madrugada, estou cismando, pensando
nesta cidade à beira mar: Minha aprazível Itanhaém!

A cidade, é um encanto de lugar, incrustada
no Litoral Paulista, à direita de quem desce a serra,
caminhando para as bandas do Sul.

O seu mar é um tanto profundo,
e cheio de mistérios, como são as suas matas,
que enfeitam de verde a paisagem da serra...
Penso que, as ondas do mar,
tem uma força descomunal,
mas... que muita beleza encerra,
nas cores sem igual...

Itanhaém, eu te amo assim, como amo
as coisas mais simples da vida,
que existe em ti, quando se olha,
com os olhos da alma...

Amo suas noites estreladas,
calmas e quentes,
nas madrugadas...

Amo os dias de sol a pino,
quando meu olhar declino,
( lá do morro Sapucaitava, )
para a Praia dos Pescadores,
que buscam seus peixes no mar aberto,
onde deixam as suas dores,
que incomodam com destino certo...

Amo o convento imponente,
que parece escutar,
o dolente marulho do mar...

Amo a Igreja de Nossa Senhora da Conceição,
com seus ígneos altares, recebendo,
toda sorte de petição dos fiéis,
desde o tempo dos coronéis...

Amo a Casa de Câmara e Cadeia,
ao contemplar as reminiscências de um passado,
que no meu pensamento se enleia,
desde quando, foi tudo, em detalhes, restaurado...

Amo as tardes chuvosas,
com seus ventos noroeste,
junto ao perfume das rosas,
quando sopra o vento agreste...

Amo Itanhaém,
quando a temporada de verão
deixa a cidade vazia,
as praias ficam desertas,
nos ensejando a solidão,
que brota,
companheira,
nas raias do nosso coração,
nas horas melancólicas,
desta cidade... tão bucólica!

Amo esta cidade à beira mar,
onde a vida é uma perpétua festa de cores,
de flora e fauna, abundante,
de água corrente na vazante,
de grandes... e sempre, novos amores,
de encontros e intercecção de destinos,
nas páginas do cotidiano que vem,
mostrar que nem tudo são desatinos,
na cidade de Itanhaém...

OFERTA:
A madrugada está sendo abraçada
pelos primeiros raios de sol...
Meus pensamentos se desvanecem...
o sono vem chegando...
Ao longe, ouço o marulho do mar,
e as vagas adormecem, devagar...
Minha percepção, também, adormece...
E Itanhaém, na cadência
de um moto-contínuo,
preguiçosamente,
se apaga,
nos braços de Morfeu...









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