quinta-feira, 6 de março de 2014

Lembranças e lembranças infantis

Em plena era da informática, da robótica, das telecomunicações e da tecnologia de ponta, cada vez avançando mais e mais, iniciando lá pelos anos oitenta, me defino como um "catador de milho", como eram chamados os datilógrafos, que não saiam do toc. toc. toc. da época das maquinas remingtom, que hoje só vemos nos museus de antiguidades... ou fazendo parte da decoração rococó!
 
" Sempre fui um medroso contumaz:
Tinha medo de assombração, de gato preto, de lugares escuros, de "despachos de encruzilhada" bruxas, feiticeiras e de gente maiores do que eu... era, enfim, conhecido como um medroso tiririca, pois, tinha medo, mas, não tinha vergonha de enfrentar toda esta quantidade de enganações, que é fruto da crendice do populacho...
Lembro-me da professora do Grupo Escolar Gabriel Ribeiro, que vestia uma saia azul claro e sentava na cadeira, cruzando as pernas, quando queria que os alunos fizessem as lições em silêncio, ao passo que alguns da nossa "turminha da pesada?", torcíamos para apreciar as suas belas pernas e tecer as mais inconfessáveis fantasias, que eram absolvidas pelo nosso Pároco, nas missas de domingo, onde buscávamos o perdão de nossos "pecados veniais", nas penitências que ouvíamos, quando o padre olhava e conhecendo a todos nós,  através da lente de seus óculos e da treliça do confessionário, fazia, sempre, a mesma consideração sacerdotal: " Vocês, de novo, seus "diabinhos?" As penitências aumentava cada vez mais e mais e mais... até que passamos de ano e nunca mais vimos a professora de nossas inocentes fantasias ligadas à pubescência... porém, o que eu temia era a rigidez de seu modo de nos ensinar com uma régua não mão, batendo nas carteiras escolares com força e fazendo aqueles estalos que, até hoje, não esqueci.... como, também, puxar as orelhas, isso, era comum, mas, a minha ela nunca puxou e à noite, sonhava com ela... me lembro e como me lembro, quando ela elogiava as minhas redações e nossos olhares se fundiam numa intimidade e cumplicidade, que somente as almas gêmeas sabem o que significa... Era o amor platônico entre o aluno e a professorinha que, indelevelmente, me lembro com aquele ar de felicidade de um sentimento, puro e inocente, e ainda hoje me traz conforto, quando sofro por amor...
Sempre gostei de andar a cavalo, pescar  uns mandizinhos nos rios, quando era época de chuvas a enchente cobria seus leitos e barrancas, espraiando pelas planícies dando origens às lagoas onde íamos nadar tranquilamente mas, os lambaris, gostava de pesca-los nas bacias dos rios de águas cristalinas nas encostas das montanhas, no Sul de Minas Gerais...
Passarinhos, sempre gostei de vê-los voando pelo azul do céu ou "sentados" nas árvores, cantando, como se estivessem esperando a volta da companheira (o) que fora em busca de alimento para sua prole...
Mas o que mais gostava era de cachorros, de preferência cadelas, que eram mais fiéis e companheiras inseparáveis... e quantas vezes elas vinham ao meu encontro, "sorrindo e latindo", como diz a letra da música do Roberto Carlos...
Gostava e gosto muito de flores, de cultivá-las em vasos, jardins,  e vê-las florindo no meio das matas, campinas, morros e ruas por onde a vista alcança... Por uma questão de sorte, a flores enfeitam a vida, e outras tantas vezes, a morte!...
Para ser breve, hoje, fico matutando no que fazer, por isso, resolvi escrever essas breves linhas perdidas no tempo da minha infância, quando a puberdade iniciava sua evolução em direção aos meus sentimentos juvenis... que outro dia contarei, certamente..."
UÁI!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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