Olho, de soslaio, a nossa cama,
palco de tantas emoções,
do nosso( eterno? ) amor...
Nossa cama, nos lençóis desfeitos,
amarfanhados, quietos, perfumados,
são imagens retidas na alma,
onde o silencio,
tudo apagou...
Nossos carinhos, nossos beijos e nossos desejos,
eram fortes como o pau da peroba,
que nenhum cupim consegue roer...
Tão forte que o nosso amor era,
em eterna e doce primavera...
Hoje, olho nossa cama na tua ausência,
que era um ninho de amor, de emoções,
prazeres e desejos incontidos...
como nunca foram vividos...
Nosso amor era como as vagas dos oceanos,
em dias de tempestade e tormenta,
que nos tirava o fôlego,
parecendo que íamos morrer,
quando nos afogávamos
em êxtases,
no amplexo do côncavo
convexo do sexo...
Nosso leito está desfeito,
apenas, sobrou a solidão,
e um coração ferido,
do tempo em que:
Eras minha mulher
e eu o teu marido!
Nossos momentos de amor...
Nossa cama de madeira de lei....
A lembrança me segue por onde for...
Apenas um palco vazio foi o que restou!
Nossa cama mais parece,
um jazigo no campanário,
sem inscrição... do foi o amor,
que guardamos num relicário!
Os nossos momentos de amor,
tem vestígios na nossa cama,
do que foi a beleza imensa,
de um casal... que se ama!
O vazio da nossa cama nos tortura!
É um mal que achamos não ter cura,
e a solução, sempre nos vem depois:
Quando dividimos essa dor por dois!
foram vividos
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