Em maio de 1948, vinha ao mundo um menino que seria um "gouche" na vida!
Cidadezinha de Carmo de Minas, começou sua jornada traçada no mundo maior, perdendo sua genitora, que morrera atacada pelos pneumococos da tuberculose causando uma pneumoplegia e, na época, não havia cura para este mal que atacava crianças, jovens, adultos e velhos, que morriam aos "montes", sem chance de dar continuidade aos seus sonhos de um futuro cheio de alegrias e felicidade, assim, perdera sua avó materna deitada em um catre, sem visitas e morrendo à míngua até seu passamento para o mundo maior, um tio, também falecera atacado por estas bactérias de Cock, e seu irmão mais novo que ficara internado em Campos do Jordão, para ver se debelava esta doença traiçoeira, que por último fui a vítima, ao adquirir Pleuris no lado direito do dito órgão respiratório e tratado com um medicamento chamado "apassal", substituído por outros mais eficientes, incluindo, hoje, o "avalox" que me curou de uma pneumonia... Ufa!... Quase morri!...
Minha avó, no tempo em que convivemos, agraciado com muitas lições de vida e de coragem para enfrentar os desafios e as dores, que viriam sufocar a minha alma cheia de sonhos...
Mulher de rara sabedoria e amor pelas pessoas, não guardando sentimentos negativos e orando pelos que a magoavam... e eram muitos! Seus ensinamentos foram de vital importância para que pudesse caminhar na minha estrada cheia de percalços inerentes ao meu carma compulsório... Por isso, te agradeço, minha avó Maria Helena, de quem tenho uma lembrança serena!
Casado, com a intenção de ser feliz, mal sabia que minha vida seria pontilhada por desventuras e dores superlativas, que teria que suportar, sem partir para a ignorância de meus atos impensados de vingança e desforra das agressões dos homens que praticam o mal, sendo instrumentos do "encardido..."
Dos fatos mais graves, cito alguns: A morte, por assassinato cruel, de minha esposa que era a luz do meu destino e razão da prole de meus compromissados filhos na vivência da fraternidade, do amor e da luta para ensina-los o caminho do bem e da verdade, mesmo tendo a dificuldade de ser um bom e exemplar genitor, cheio da ignorância própria do"homem das cavernas..."
Mas, este é o pai que Deus lhes deu... Este pai, sou eu!
E pela perda da mulher querida que era o porto seguro da minha vida, fiquei sem rumo e desorientado, como um cachorro que cai de mudança... Sobrevivi!
E sem ódio no coração pelo ato de um "ser das trevas", segui meu caminho com a intenção de aglutinar, unir e prosseguir a vida cuidando de meus filhos, talvez, seja esta a razão de ter encontrado uma companheira maravilhosa, caridosa e amorosa, para estar ao nosso lado nos momentos difíceis, que viriam ensombrar os nossos dias de lutas e evolução, no caminho da redenção de nossos erros e atos perpetrados desde outras vidas de um pretérito recente... E assim, continuamos a nossa trajetória neste "vale de lágrimas", que tanto falava minha avó Maria Helena...
A continuidade desta história tem um sabor mais doce e ameno, pois, o que se segue, são outras lições de vida abundante, depois que a Maria José veio preencher o vazio de nossas minguadas existências ao aceitar a missão de amparar, amar e educar os filhos alheios de sua carne, mas, abraçados pelo seu desvelo e coração materno, cheio de amor para dar!...
" - O que seria de nós, se não fosses tu, minha querida companheira que eu nunca soube amar com os "olhos de ver", encharcados no meu egoísmo, orgulho e vaidades, imbecilmente, vivenciadas nos caminhos da nossa união, no meu coração e na sua aceitação! O que seria de nós? Não gosto nem de pensar que me dá um calafrio, ainda bem que teu amor supera a materialidade da tua existência e dos teus sonhos não vividos, sem reclamares das perdas e danos ao teu mundo interior, suplantados na expressão do teu amor, por todos nós, que dependemos de ti para nos fortalecer e seguir a estrada que, ainda, temos que seguir...
Sei de tuas dores, teus traumas e teus desejos de ter teus sonhos concretizados, porém, eles vivem dentro de ti, dentro do teu coração, e sei que nos engana com este sorriso lindo com que defines tua felicidade na felicidade de nos ver realizados...
Que bom que tu viestes como uma tábua de salvação para nos livrar do Hades e da perdição!
Companheira zelosa e amiga de fé... Nós te agradecemos: Maria José!
Somos teus devedores e te abraçamos com o nosso amor!"
Hoje, é 04 de março de 2014, aparentemente, está tudo bem!
Fui!
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