terça-feira, 18 de março de 2014

Minhas quimeras, utopias, sonhos e fantasias!

Meu passado tem tantas novidades, em épocas diferentes que, às vezes, penso que sou um louco perdidos em devaneios... pela fresta da janela, olhando a beleza dos teus seios!
Minha infância, adolescência e juventude, tem um gosto que me traz alegrias e prazer por tê-los vivido...
Meus primeiros amores, paixões, dores e decepções, são lembranças que me acompanham onde quer que eu vá...
Meus pais faleceram cedo, os parentes me deixaram na rua da amargura, por falta de sentimentos solidários, e os meus amigos desses tempos, os perdi de vista, desde que, "fugi de casa" para viver outras paisagens e conquistar meu lugar ao sol... Não me arrependo de quase nada, pelo contrário, se não fossem os reveses, que tive a oportunidade de enfrentar, hoje, seria um homem vazio das emoções do espirito imortal, que temos, cada um, um roteiro, previamente, traçado, e que somente as ações no bem ou no mal, conseguem modificar nossa estrada, no orbe em que vivemos e pagamos as nossas dívidas, contraídas no tribunal de nossas consciências, desde prístinas eras...
Quando vivia em São Loureço, na bela e bucólica cidade hidromineral do sul de Minas, onde passei minha infância e adolescência, comecei a escrever minhas primeiras poesias, para as donzelas e flores belas, que enfeitavam a minha vida, de raios multicoloridos dos amores inocentes e vividos...
Recordo as madrugas cheias de alegrias, passadas ao lado de meus amigos, quando fazíamos serenata para as eleitas de nossos corações, inebriados de amor e paixão, mas, não com os sentimentos maliciosos com que muitos adultos descreviam suas conquistas... éramos, na verdade, adolescentes cheios de sonhos e fantasias sem malícia...
As noites eram, sempre, cheias de céu azul, salpicado de estrelas fixas e cadentes, que brilhavam no firmamento, conferindo-nos uma certa saudade, que nunca soubemos definir, de alguma coisa que havíamos perdido... parecíamos exilados neste planeta, como se isso fosse natural, a não ser uma certa dor, movida por uma certa saudade, que não sabíamos explicar... Coisa de adolescentes púberes e sonhadores...
O perfume das flores invadiam nossos olfatos, e a beleza de seus matizes, nossos olhares embevecido das sensações do espírito, que ama sem perguntar o porquê das coisas... apenas, entendemos com a alma...
Das poesias, algumas me recordo:
 
AMIGO
 
" - Ser ou não ser..."  Eis o velho anexim!
Um adolescente a todos ilude...
E a uma conclusão, chega, enfim!
Fui louco, enganar-me não pude,
ao insistir neste amor... dentro de mim!
 
Porém, o que adianta agora?
Infeliz, devo seguir sem vacilar,
meu caminho, vida a fora,
Esperança que morre sem medrar,
suplicia-me mais a todo hora!
 
Culpado ou inocente? Não, covarde!
Assim mereço ser tachado...
Rias sem entender... faça alarde,
deste que não soube se fazer amado...
O amanhã... será meu eterno castigo,
- Se teu amor é o meu céu fechado -
O meu inferno de dor é me chamares:
" Amigo!"
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Minhas quimeras, utopias, sonhos e fantasias!
 
Na noite dos vagalumes,
com seus voos sinuosos,
e seus fachos, piscando,
me dá uma saudade,
danada,
no anoitecer,
que vai chegando...
 
Busco na memória os fatos,
encontro um bando de gatos,
miando e fazendo
a maior farra,
quebrando,
as telhas dos telhados,
na maior algazarra...
 
E nas árvores as cigarras,
cantando...
cantando...
cantando...
E as formigas,
trabalhando...
trabalhando...
trabalhando...
 
A vida me espera,
em plena primavera,
onde as flores,
vou colhendo,
para te oferecer,
em forma,
de bem querer...
 
E no crepúsculo das quimeras
vou desfilando,
nas páginas do meu relicário,
dentro do meu coração, as feras,
escondidas nas contas,
que nunca acabam,
no fim do meu rosário...
 
Onde estarão as meninas,
que muito amei,
algumas, minhas primas,
onde andam, não sei...
 
Cai a tarde crepuscular,
e as árvores seculares,
fazem sombras
na minha rede,
onde me deito, a cismar,
no lusco-fusco,
do entardecer...
 
Lá no céu, surge
a estrela D´alva,
que empurra
a minha nostalgia,
lá pelas bandas,
do despontar
da lua cheia,
que minha vida,
e minha tristeza ,
clareia...
 
Minhas quimeras,
passam para outra dimensão,
saindo da minhas primaveras,
para dentro do meu coração...
 
Os primeiros raios de sol,
vinham dar boas vindas,
ao poeta feliz,
no final da vida,
no momento da despedida,
da noite que fenecia,
para sonhar outras quimeras,
outras utopias,
outros sonhos e fantasias...
 
Só me resta aguardar,
como um sentinela,
que protege,
um santuário,
ou um altar!
 
Tudo isso, está na razão direta,
do verbo amar...
A vida!
 
" - O dia em deixar de sonhar, será porque,
a morte veio me buscar!"
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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