Pensamentos e sonhos de um Poeta chamado JOSÉ ALOISIO JARDIM " Membro Efetivo da Academia Itanhaense de Letras!"
quarta-feira, 5 de março de 2014
Onde estás que não te vejo?
Sempre fui pregoeiro da verdade e da justiça,
nunca tive medo de ser preso e condenado,
para esta luta jamais acalentei a preguiça,
nem me importei se esta luta era pecado!
Gritei aos quatro ventos a minha indignação,
quando vi a morte destruir... quem eu amava:
Fiquei em estado latente de possessão,
na dor da perda, meu coração chorava!
Era uma noite cheia de fantasmas emergindo,
do fundo de minha alma quase vadia,
mas, aos poucos, eles foram sumindo,
quando, de repente, raiou um novo e belo dia!
Acho que é em algum lugar na amplidão,
mas, não sei onde... Somente Deus conhece,
às vezes, é um raio de luz na escuridão,
da minha vida, que se acalma... numa prece!
Sempre me pergunto:
"Onde estás que não te vejo?"
Não tenho outro assunto,
longe de ti e do teu beijo...
Não tenho pressa...
Não tenho nenhuma emoção...
" _ Que saco! Ora essa!"
Espero a morte,
sentado no meu portão!
Esse dia está cada vez mais perto,
e minha vida, parece um deserto,
mas, um dia, matarei meu desejo:
Ao dizer, agora meu amor: Te vejo!
A esperança é uma miragem
quando a gente sofre,
no decorrer da viagem,
então, é óbvio questionar:
" - Onde estás que não te vejo?"
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