Todas as minhas poesias, poemas, rimas, trovas, contos e prosas, são, na verdade, frutos das observações do cotidiano e das realidades da vida, mas, também, um tanto da minha imaginação e da capacidade de criar alguma coisa, inventar e perseguir a ilusão e a utopia, que desce bailando as paisagens da minha existência, nos arabescos das curvas e das formas, do certo e do errado, das verdades e das mentiras... do inacreditável, do inimaginável, do inatingível e das ilusões que podem se tornar realidades insofismáveis... Sou o que sou, e não posso mudar porque alguém assim o quer, porém, procuro alguém que pense e seja semelhante ao meu pensar, nas pequeninas, mas, importantíssimas insignificâncias do meu viver cigano... Sou como o tuaregue no deserto buscando o oásis com água cristalina para aplacar a sua sede!
Posso ser reto já que tantos são oblíquos!
A ilusão da ótica engana a visão, mas, difícil é enganar o espírito, acostumado aos reveses da lida e da faina do cotidiano!
Mas, ai dos teus olhares concupiscentes aos meus desejos carnais e não tão inocentes, com que me enrosco nas tuas palavras de amor cheias de mentiras e ilusões funerais...
Sou igual pau de angico... Sempre fumegando!
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