sábado, 29 de agosto de 2015

A Espera interminável

Meu coração, te espera faz um ano...
Ou mais?
Já nem sei, ando meio perdido...
Mas, uma coisa eu sei,
Para quem espera,
É uma eternidade,
Esse tempo que não chega nunca...
O que fica,
Bailando no ar,
É uma doce saudade...
Saudade do que não foi,
Mas, que deveria ter sido...

Essa espera, é como o mar,
O mar infinito,
Cheio de surpresas,
De belezas mil,
Com ou sem céu de anil,
Nas fortes correntezas,
Nas procelas,
Nos barquinhos à vela,
Nas noites estreladas,
Nas madrugadas,
Deste vate,
Que canta o amor,
A saudade,
E a esperança,
De ver-te chegar!

Constelações, praias desertas,
Grutas, enseadas e parcéis,
Tudo isso, junto e misturado,
Faz com que a minha espera,
Seja uma monotonia danada.
Às vezes, penso que queres,
Que eu suma, como se fosse,
Flutuantes e brancas espumas,
Como se a minha vida fosse,
Uma barco de papel,
Seguindo na marola,
Mas, tu sabes,
Infelizmente,
Que, somente,
A tua chegada me consola!
É por isso, que vivo a te esperar!

Lá fora, o tempo está chuvoso,
Há um frio congelante,
E o vento está cheio,
Cheio de melancolia,
Cheio de tristeza,
Sem nenhuma alegria...
E lá no alto do outeiro,
Deste meu rincão praeiro,
Da minha Itanhaém querida,
Onde vivo a minha vida,
Esperando a tua chegada,
Fazendo a minha alvorada,
No meu coração apaixonado,
Inocente e sem pecado...
Ofertório:
Por ti, meu jardim só tem,
Cruzes, de madeira, pretas,
Nele... não esvoaçam mais:
Os rouxinóis e as borboletas!







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