quinta-feira, 20 de agosto de 2015

As razões do divórcio

Para tudo há uma explicação e uma razão de ser, até aquilo que nos parece sem solução, quando não vemos saída, que nos satisfaça o egoísmo, vaidade e orgulho, principalmente, quando os dilemas são de foro íntimo, no campo das emoções do amor possessivo e encharcado de ciúmes doentios...
Aí, entra o divórcio como uma solução legal na medida em que as partes estão insatisfeitas, uma porque quer e a outra porque não quer...
Duas pessoas inimigas, vivendo sob o mesmo teto, é um passo para o desafeto, porém, a separação deve acontecer, quando passa a existir a falta de respeito, da teimosia, das ofensas pessoais, acusações infundadas ou não, humilhações verbais e outras, em multiplicidade, desvalorizando o outro, então, desaparece a afetividade, o carinho, o amor e o encanto, deixando cada um, sozinho, num canto com o pranto, que desce aos bordões... e uma tristeza de dar dó, pelo fato de estarem juntos, mas, num réquiem de uma nota  só...
O egoísmo é a pedra angular e o fundamento das separações...
O carma se inicia na ruptura, é como adiar uma dívida, que um dia teremos que pagar... por isso, ao invés de constituir um débito para as futuras reencarnações, porque não proceder a uma reforma íntima, libertando-nos do egoísmo, do ciúme, da possessividade intempestiva, do orgulho e da vaidade dominadora sobre quem devíamos amar, proteger e renunciar, em nome do do amor incondicional?
Nunca vamos encontrar no outro, a felicidade que mora dentro do nosso coração, tornando a nossa busca inútil e falaciosa, nos causando dor e infelicidade, revolta e tristeza...é na convivência conjugal que deixamos cair a máscara do tempo de namoro e noivado, que só perdura quando há afeto sincero amor e carinho verdadeiros, já as uniões por interesse, sexo, beleza e status, são as que caminham para o divorcio dos corpos, já que as almas estão, por longo tempo, separadas no cotidiano...
Sem os valores da fé, da tolerância, da renuncia e do amor, o caminho é a solidão na estrada da vida...
Para que uma relação doente possa salvar-se no mar de abrolhos, em pleno naufrágio, o egoísta  tem que dar passagem ao altruísta, esse construtor de sonhos nos páramos celestes do próprio coração...
Se, após uma análise profunda e consciente, os dois acharem que o caminho é a separação, não devemos esquecer que, as promissórias dos elos compulsórios, um dia, teremos que proceder à  quitação no tribunal da nossa consciência, voltando ao ponto de partida, tendo, por união consanguínea, os desafetos de outras eras...
O espiritismo não é contra o divórcio, porque entende que, a lei dos homens sacramenta o que já estava definido na convivência à dois, devido ao clima pesado e triste, em que viviam sufocados... é a lei humana sacramentando um fato consumado na desídia da responsabilidade... porém, haja ciência, que a solução buscada é semelhante ao doente, que amputa um membro do corpo para não morrer de gangrena, pois, o ditado sabido, que se ajusta, é que amar é construir...
Quando as uniões não são levadas á sério ou como fuga de um problema, é como uma criança que, brincando na praia, constrói castelos de areia... e vindo as ondas, destroem tudo, como se fosse um tsunami...
Mas, não julguemos, severamente, pois, se estivermos no lugar da pessoa que apontamos, será que teríamos condição de fazer e de ser melhor? Será?...
Diz um velho anexim que, a razão tem razões que a própria razão desconhece...
E as razões do divórcio, então, não falo nada... e minha alma fica genuflexa e calada!
Alás, quem não tiver pecado, que atire a primeira pedra...
Lembrando, que, a oração é o lenitivo para todas as dores, quando buscamos o auxílio do nosso Criador, cujo escudo é a paz, que nos protege a  alma cansada dos embates da lida...
Portanto, oremos:
" - Oh! Pai, de infinita misericórdia... derramai em filigranas de luz, os raios abiogenéticos da vida, sobre os lares desajustados nas sendas do divórcio..."

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