Mãos amigas que fazem carícias,
afagando o meu rosto...
que me amparam quando caio,
na rua da amargura...
Mãos que me oferecem flores,
no mês de agosto...
que me protegem da dor que violenta,
a minha alma, quase, pura...
Mão que me aliviam a incompreensão dos meus amores,
sinuosos...
que me deixam perdido na lascívia de prazeres,
gostosos...
Mãos que me indicam caminhos,
certos...
que são meus oásis,
nos desertos...
Mãos que me apontam o rumo da esperança e da alegria de viver...
que envolvem os meus dias na doce poesia da penumbra do anoitecer...
Mãos que falam...
Mãos que exalam...
Mãos que calam...
Mãos que constroem casebres, palácios e templos às virtudes...
Mãos que trazem a paz às lutas fratricidas...
Mãos que dão adeus e boas vindas...
Mãos que oferecem o pão...
Mãos que calam,
o grito na boca
da gente!...
Mãos que escrevem:
Aquilo que vem à mente!
Mãos que escrevem:
Aquilo que vem à mente!
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