Dentro de cada um de nós dormita um vulcão pronto para entrar em erupção!
Nós temos a mania de dizer, que somos bons, justos e até perfeitos... mas, desde que ninguém mexa com nossos brios, desvios de conduta e defeitos, enfim, as mazelas da nossa alma, que, se tocadas, nos tiram a calma e nos faz entrar na zona quente da intolerância, maldade e arrogância...Em resumo, viramos do avesso... passamos a ser outra pessoa, diferente daquela que mostramos para a sociedade e a convivência social, entre amigos, festas, reuniões e encontros fortuitos...
Porque somos assim?
É que, devido a nossa evolução espiritual ser primitiva, somos influenciados pelas situações favoráveis ao nosso bem estar, sem a preocupação com nossos semelhantes, sem nunca usarmos a empatia, para podermos fazer uma comparação, pois, a infelicidade começa na comparação, pela simples constatação de que não somos o centro do universo, e que nada gira em torno de nós... Não somos o centro de nada, e na grande peça do teatro da vida real, somos coadjuvantes, cujo personagem principal é o Diretor, que a rege e que conhecemos, pelo nome de: Jesus!
Dentro das furnas das nossas imperfeições, dorme um gigante, chamado ego, que faz do homem uma marionete nas atitudes maléficas e atávicas, desde prístinas eras, sem que queiramos, sinceramente, mudar, transformar para o bem dos demais, nossos irmãos de caminhada, rumo às maravilhas do porvir...
Condenar? De jeito nenhum! Ninguém ficará impune das agruras do anoitecer se não soube acender a luz da claridade do amor e da fraternidade, enquanto o sol brilhava no horizonte, assim é a vida, pois, a cada um segundo as suas obras e a semeadura é facultativa...
A natureza não dá saltos e nem se sobe numa escada se galgar os degraus, um a um, pois, se o fizermos na ânsia subir, rapidamente, podemos nos machucar e adoecer, solicitando a medicação amarga da dor, a nos visitar, como medida profilática de recuperação...
Já que temos consciência, de que somos uma brasa coberta de cinzas, devemos partir para a luta gloriosa da extirpação dos nossos defeitos, começando a exercitar o verbo amar na sua plenitude, parodiando as palavras de uma assertiva maçônica: "Vamos cavar masmorras aos vícios ( defeitos ) e templos à virtude..."
E tenho dito!
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