segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Dois cegos... de amores

Antigamente, tinha os olhos azuis cor do céu,
E junto com a menina brincava sob a luz do luar,
Eram jovens, na puberdade da vida, alegres, ao léu,
Esperando chegar o tempo - de um dia poder namorar!

Mas, o destino, no seu capricho e na sua razão os separou,
E o tempo foi passando... como passam as estações da vida,
Do antigo enlevo e das esperanças... muito pouca coisa restou!
Até que um dia, mais uma vez, o destino voltou ao ponto de partida!
Unindo dois corações... pelo laço do puro amor da juventude,
O encontro não foi, na verdade, marcado por ninguém,
E o jovem mancebo não queria ser rude:

Estático, ficou parado sem dizer nada, na estação do trem,
Apenas, murmurou: - Aceite a aliança - que ora te entrego,
E perdoe - oh minha querida - o amor de um homem cego!
Só que ele não sabia que ela era tinha ficado cega também!...

Ofertório:
Quem perde a visão - ficando cego - perde, às vezes, a razão!
É uma cicatriz que nunca sara, é uma dor que não tem cura,
Esse mundo é um vale de lágrimas, de tristeza e solidão:
Assim dizia - a minha vó Maria - com sabedoria pura!

ET - O pior cego é aquele que não quer ver!...
Cruz credo! Quanta morbidez!
E tenho dito!


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