segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Minha vida vivida de outras vidas

                                                          ( Poesia com reentrâncias e saliências... )

Minha vida é uma variável de surpresas...
Minha idade? Não sei dizer ao certo!
Há no meu mundo tantas incertezas,
Que já nem sei o que é o correto.

Meu corpo foi dobrado pela luta e o pranto,
Carpi a terra e adubei todos os prados,
E cantando me curvei ao encanto,
dos meus amores passados...

Sou um viajor nos páramos da eternidade,
Tudo que aprendi devo aos meus sentidos,
E à sabedoria - que me ensinou a verdade,
Nos momentos de dor dos amores vividos.

Minha idade? Não sei dizer ao certo!
Tenho minha mente e o corpo aberto!
Porém - não quero o teu amor como esmola!
Quero que me ame - que seja a minha escola!

Quero ter a vida, vida em abundância,
Quero ter todas as flores do teu jardim,
Quero ter das rosas a doce fragrância,
Quero ter o teu amor somente para mim!

Sou como a folha, bailando ao vento,
Caindo... caindo... caindo tão docemente,
Até que se canse no penúltimo alento,
Para descansar no teu colo... suavemente!

Grito, meu grito de saudade... ao espaço infinito,
Como um rio correndo ao sabor das correntezas,
Minha vida, sempre foi uma variável de surpresas:
Minhas verdades são frutos de tudo que acredito!

E assim, vou levando a vida que Deus me deu,
Procuro errar cada vez menos e fazer o bem,
Não desejo nada daquilo que não é meu,
E nem quero ter o que os outros tem!

Ofertório:
A  idade que nós temos... cronologicamente,
É diferente da idade espiritual, de todos nós,
espíritos eternos - nossos netos - de repente,
Podem ser mais velhos do que nossos avós!





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