Ficava te olhando, absorto,
Ao ver teu corpo morto...
Eu era: Um mudo espectador,
Daminha propria dor!
Sempre te surpeendi,
Quando descuidada,
Deixavas a porta aberta,
Como quem não quer nada...
Via teus inconfessáveis pudores,
Quando recebias minhas flores...
Fiquei, muitas vêzes, encabulado,
Ao sentir teu desejo dissimulado...
Via, todo dia, na tua intimidade,
A tua alegria e a tua felicidade...
Ficávamos quietos,
Esquecidos da vida,
Quando teu corpo, distraído,
Repousava sobre o meu corpo,
Oh! Minha doce querida!
Tua cabeça em minhas mãos,
Minhas mãos em teus cabelos,
Te afagando... beijando,
Como um louco,
Sem querer parar...
Quantas vêzes me olhavas,
Como se eu fosse um deus,
Como se eu fosse teu destino,
Teu caminho e teu tesouro...
Assim, também eu te olhava!
Tentei, inutilmente, decifrar,
Teus medos e teus segredos,
Mas nada disso eu consegui,
Os meus, todos disse para ti!
És para mim, até hoje, um doce enígma,
Que carrego como se fosse um estígma!
Oferta:
Ao ver teu corpo morto,
Fiquei olhando, absorto:
Da minha própria dor...
Eu sou mudo espectador!
" - Eu entendo a morte!... Ela é um fato!
Mas, como entender... Um assassinato?"
São Paulo 25/05/85
Jose Aloísio Jardim
Pensamentos e sonhos de um Poeta chamado JOSÉ ALOISIO JARDIM " Membro Efetivo da Academia Itanhaense de Letras!"
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