A letra da música diz assim: " Tem que pagar prá nascer, tem que pagar prá viver, tem que pagar prá morrer..."
Quando nascemos pagamos o "procedimento" do parto, quer pelo Sistema Único de Saúde ( SUS ) quer pelo convênio ou pelo atendimento particular, e cada um deles, tem o seu valor aferido na contabilidade individual de cada modalidade utilizada ou preferida...
Pagamos para nascer!
Quando usufluimos da vida, a qual somos agraciado pela Bondade Divina ou por nossos débitos, de prístinas eras, pagamos, através dos impostos Municipais, Estaduais e Federais, o valor que nos cabe, de acordo com a utilização de serviços, que esses órgãos disponibilizam, para que possamos viver dentro das Leis sancionadas pelos poderes competentes dos mesmos, onde englobam, nos mínimos detalhes, tudo que utilizamos para desfrute do nosso modo de ser e sobreviver...
Pagamos para viver!
Quando a morte se apresenta para nos levar deste orbe para outras paragens, cujos enígmas continuam nos ensombrando os misteriosos caminhos, para onde seremos conduzidos... e não há registro disseminado, na face da terra do que, realmente, nos espera, a não ser nas doutrinas espiritualistas, principalmente, na Doutrina Espírita Kardecista... e nosso corpo, já cumprida a sua missão, é conduzido ao cemitério, para a decomposição da matéria ou cremado, de acordo com a vontade do morto ou de sua família, que assim o quiz, manifestando a vontade, geralmente, por escrito, bem como sobre a doação de órgãos, e paga-se, desde um simples velório, até o mais pomposo, para o "último adeus", rodeado de parentes e aderentes, que pelos velórios costumam passar... As Prefreituras, costumam pagar quem não tem condições, através de um "atestado de pobresa", os valores do procedimento do enterro, incluindo o caixão, simplérrimo, disponibilizado para esse fim... os convênios bancam a despeza de acordo com o tipo de plano escolhido pelo pagante, e os particulares é um" Deus nos acuda", nos seus valores exorbitantes... é o comércio da dor e da morte, onde cobra -se "os olhos da cara..." impiedosamente!... são conhecidos como, "papa defuntos..."
Pagamos para morrer!
Durante mais ou menos treze anos, tive ao meu lado o meu cachorro SPYK, da raça "boxer", que nos trouxe muitas alegrias, devido a docilidade de seus modos e suas brincadeiras inocentes, às vêzes pensava que estava sorrindo, tal era a sua cara de felicidade, quando nos via chegando em casa, após qualquer tempo de ausência... era marron, com listas brancas no peito e a mesma cor nas patas, tinha um porte magestoso e inteligente, que parecia entender a gente... gostava de dormir dentro de casa... e roncava, mas, ao menor ruído, saía disparado para ver o que era... e se via alguém mal-encarado, ficava uma fera! Nunca mordeu ninguém!
Era a alegria da casa, e a minha netinha Beatriz gostava muito dele, embora, tivesse um certo medo, pois, era quase que do tamanho dela, inspirando, por isso, um certo temor, que culminou, tambem, em um inocente respeito e sincero amor... meu filho mais novo, o Felippe, ajudou a fazer o seu parto quando nasceu, por esta razão, numa ninhada de dose "piazinhos caninos" o SPYK foi escolhido e recebeu esse nome extrangeiro...
Porque? Nem sei...mas, de uma coisa eu sei:
Hoje, depois de vários dias doente, e uivando de dor nas noites de chuva torrencial, e não correspondendo à medicação indicada pelo veterinário, chegamos à conclusão que, para minorar o sofrimento deste companheiro de todas as horas, era necessário sacrificar sua dolorosa existência, vencida pela neoplasia generalizada, essa infecção bacteriana malígna, que não tem remédio que cure ou amenize sua dor, pela metastase instalada no seu forte organismo de cão de raça, que tanto nos fez rir e achar tanta graça!...
" _A eutanásia é um gesto contra a vida, que pertence à Deus que a deu, mas, diminuir o sofrimento de um ser, que nem sabe o que é um pecado, entendo, que seja, um gesto de amor e compaixão, diferente, quando, o médico ou o parente, mata o seu irmão, desligando os aparelhos que lhe sustenta a respiração..."
Hoje, às 11 horas e 25 minutos da manhã, do dia 11 de março de 2013, saímos da sala do veterinário : Eu e meu filho Felippe, para nunca mais, nesta vida, abraçar nosso amigo SPYK , que , tenho certeza, foi alegrar a Casa espiritual de São Francisco de Assis, o Santo dos animais, a quem confiamos sua entrada no Paraiso!
Itanhaém, 11 de março de 2013
J.A.Jardim ( Sêo Jardim )
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