E o que são os amores, senão rascunhos de nossas esperanças?
Minhas mãos procurando as tuas e voltando vazias...
Minhas palavras não alcançam teus ouvidos, que fecham-se às minhas súplicas...
Ando por caminhos sinuosos, a tua procura, e não chego a lugar nenhum...
Quando penso que encontrei-te... e foges de mim como fogo-fátuo dos campanários...
Tu és a luz e sou a escuridão, sou a noite e tu és o amanhecer...
Foi no brilho dos teus olhos, que que mergulhei a angústia do meu remorso, por ter perdido, em ti, a chance de ser feliz...
Vejo o relógio marcando os segundos, no tic-tac de seu moto-contínuo, e vou arrastando a minha dor pela tua ausência...
Estou perdendo a noção do tempo, nesta busca, angustiante, do tempo em que nunca fomos amantes...
Sou como um indigente que, na calçada, vagarosamente, morre sem que ninguém se importe...e mesmo todo mundo vendo... ninguem socorre!
Sei que tu não compreendes, e não condeno-te na condição de ré que, até podes ser...
Escrevo o que quero e como vivo:
Sou um livre pensador e sonhador, sem medo de viver ou morrer, exceto não poder acabar com este meu exótico modo de ser... e sofrer sem teu amor!
Quando um amor torna-se impossível?
Talvez, quando a gente se canse de lutar, ter esperança, por vê-la sumir, no horizonte da nossa vida...
Talvez, porque tu não me ames... ou porque, outro amor veio preencher o vazio deste rascunho... de um amor impossível!
Itanhaém, 04/03/13
J.A.Jardim ( Sêo Jardim )
Pensamentos e sonhos de um Poeta chamado JOSÉ ALOISIO JARDIM " Membro Efetivo da Academia Itanhaense de Letras!"
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