Parece simples, para o telespectador, que vê, nas telinhas ou telonas de tv, esses profissionais que dão vida ao lazer daqueles que assistinos os mais diversos programas, de entretenimento ou entrevistas, ao vivo, para nosso deleite, sentado no sofá ou esparramado na cama, em posição confortável, vemos, ouvimos e sentimos, as alegrias e tristezas, transmitidas por pessoas que parecem que não tem sentimentos, uma vez que nunca as vimos derramar uma lágrimas siquer, nessas horas de pura emoção, principalmente, quando os fatos são entremeados de dramas e comédias do cotidiano...:
Entrevista uma mãe que não vê um filho, após longos anos de espera, quando as esperanças, a muito já morreram, e quando o encontra nos bastidores, que nós chamamos de coxia, retemperando suas mais íntimas esperanças, de uma vida, ao lado de quem sempre amou... E quase sem acreditar mais nessa possibilidade, abraça, entre lágrimas, o ser perdido no voragem dos tempos...
Aí é o entrevistador/jornalista, que não transparece nenhuma emoção visível...
A morte de um agente da Lei, que lutava pelo bem e pela justiça, ou simplesmente, de uma criança que deveria ter um futuro promissor, e tomba sob a maldade contumaz do malfeitor, que não dá valor à vida humana, de todas as suas faixas etárias...
De outra vez, é um pedófilo ou um serial "killer" que é entrevistado, e as perguntas são feitas de outra maneira, que, ao usar a psicologia, vai buscar no fundo da alma do meliante, as razões que acreditamos serem razões que a própria razão desconhece e, mais uma vez, não o vemos emocionar-se, e continua impassível como se nada daquilo fosse importante, dada a sua ausência para o problema... E fato consumado!
Anuncia o ganhador de um concurso, onde o ganhador e o perdedor, são submetidos às emoções dos sentimentos, e que gostariam de esconder daqueles que lhe são caros, mas a perspicácia do entrevistador, faz aflorar esses assuntos de foro íntimo, e a face entrevistador parece ser de mármore de Carrara...
São as desgraças coletivas que mais doem na alma do telespectador, que vê tantas pessoas serem colhidas pela fúria da natureza, e suas vidas serem ceifadas como se fossem folhas de uma árvore, jogadas ao vento...
Um incêndio, e a visão de corpos queimados, destroçados, mutilados, com seus olhos esbugalhados, pela dor superlativa do impácto em seus espíritos, estupefatos pela morte súbita, imprevisível, e incapaz de prever ou entender o acontecimento estarrecedor... E o profissional da notícia, mais uma vez, impávido, frio, a tudo contempla... E procura, a fundo, os personagens do infernal acontecimento e os entrevista... Sem deixar cair uma lágrima!
De outra feita é o acidente automobilístico, que explode como furo de reportagem e alguem, que ainda está respirando, é procurado para falar sobre o acontecido: O que, quando e como? E o novo "furo" de reportagem, se transmite nos noticiários de todas as emissoras... Ao vivo e à cores...
Isso, sem mencionar os crimes passionais, onde os envolvidos desfilam seus rosários de reclamações uns contra os outros, participantes ou não, do tragi-cômico da vida... E o jornalista apura os fatos de uma forma nua e crua, doa a quem doer, pois, a verdade, tem que vir à tona com o âncora do telejornal do horário nobre...
Muitas vêzes... Ao olharmos para um "Pub" , um barzinho, ou um restaurante, percebemos a presença de alguém conhecido, "afogando" as suas mágoas nos fluídos etilicos dos "drinks" inocentes ou nas conversas, melancólicas, com os amigos, no "Happy hour..." É o personagem deste conto: O jornalista!
Muitas vêzes... Ao olharmos para um "Pub" , um barzinho, ou um restaurante, percebemos a presença de alguém conhecido, "afogando" as suas mágoas nos fluídos etilicos dos "drinks" inocentes ou nas conversas, melancólicas, com os amigos, no "Happy hour..." É o personagem deste conto: O jornalista!
Se o víssemos chegando ao seu lar, ao abraçar seus entes queridos, perceberíamos aquela lágrima que não foi derramada, que não podia ser derramada...
Tinha que ser contida a todo custo, pois, o telespectador, não pode ver o entrevistador/apresentador/jornalista: Chorar! Não é justo!
OFERTÓRIO: " - Quem vê cara, não vê coração, e muito menos, a lágrima que foi contida!"
Assim é a vida... De uma belíssima profissão: O jornalista... Hasta la vista!
J.A.Jardim ( Sêo Jardim ) Membro efetivo da Academia Itanhaense de Letras ( AIL)
Itanhaém, 10 de março de 2013
Tinha que ser contida a todo custo, pois, o telespectador, não pode ver o entrevistador/apresentador/jornalista: Chorar! Não é justo!
OFERTÓRIO: " - Quem vê cara, não vê coração, e muito menos, a lágrima que foi contida!"
Assim é a vida... De uma belíssima profissão: O jornalista... Hasta la vista!
J.A.Jardim ( Sêo Jardim ) Membro efetivo da Academia Itanhaense de Letras ( AIL)
Itanhaém, 10 de março de 2013
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