" Em uma passagem do Evangelho de Jesus está escrito assim: " Felizes aqueles que têm olhos de ver..."
Quando não possuia conhecimento da Palavra, era-me difícil entender essa assertiva, mas, alguma coisa mudou em meus conhecimentos, e um pouco tempo, a sabedoria veio abraçar meus parcos entendimentos... Vou tentar explicar com outras palavras, então, vamos proseá:
São apenas 100 Km, que separa o Município de Itanhaém, da capital do estado de São Paulo, para que possamos desfrutar de mais de 26 Km de praias belíssimas, tranquilas e desfrutáveis, devido suas pouquíssimas bandeiras que indicam poluição... Isso, somente, quando chove muito!
O cheiro da maresia impregnava minhas narinas, e o marulho do mar era uma sinfonia perene que embevecia meus sentidos, acostunados aos acordes da Balada de Ravel, nessa comparação meio exdrúxula, percebia o farfalhar da flora exuberante e o canto dos pássaros exóticos, que passeiam, à miúde, por estas bandas, então, meu pensamento voava igual o albatroz que, no seu vôo, descreve sinuosos traços no azul da imensidão do céu e acima do mar...
E de olhos fixos na praia da Boca de Barra, observava a paisagem circundada pelos coqueiros e jundus, beirando a margem direita do rio preto, avançando na sua desembocadura como se estivesse saudando o Iate Clube, tradicional recanto de lazer da cidade, com seu Observatório marítimo, na encosta do morro, testemunhando o ciclo das marés que entra e sái nos seus encontros, ora empurrando o rio que aumenta os mangues, ora abraçando-o na simbiose de seu refluxo...
O mar das marés, que descrevo, tem várias tonalidades, principalmente, no veranico, esse fenômeno repentino, que vem nos brindar, em pleno inverno, saindo do amarelinho-dourado, que reflete a areia, passando pelo verde-esmeralda e o azul-violeta, que misturam-se nas espumas flutuantes de suas ondas, quebrando, ao léu da imensidão do mar e do céu, nos dias de sol de temperatura amena, própria desta estação, que prenuncia a primavera das flores... E dos amores, ainda, possíveis...
Os paulistanos migram para um " bate e volta ", pela Via Achieta ou Imigrantes, para desfrutar das delícias deste bucólico paraíso, vindo curtir a natureza, descançar e apreciar nossa culinária regional/caiçara, entre alas: A farinha manema, a tainha na telha, a banana assada, o Filé de peixe empanado, ao molho de camarão e queijo mussarela "au gratin", arroz branco e salada temperada à gosto. a bananada, a paçoca feita na soca do pilão... E outras iguarias do local...
O Município, ainda conserva algumas características de Vila de Pescador: Houve uma época, em que havia somente casas típicas de praia, traçadas e construídas por uma arquitetura horizontal, com seus janelões de madeira e ferro, alpendres, salas espaçosas com móveis de madeira de lei ( Hoje, proibido seu corte por leis... - Vide Ibama - considerado um crime inafiançável, devida a sustentabilidade do eco-sistema! ) e outras, pequenas e bucólicas casas de pescadores, com seus galpões para armazenar as colheitas locais, ao abrigo das intempéries... Elas, ainda, existem, poucas... Memórias de um passado não muito distante, e se quizer mesmo saber, como eram, realmente, as suas construções, é só visitar a Casa de Câmara e Cadeia, a Igreja da Matriz ou Convento, lá no alto do morro...
Tem muitas coisas para ver, admirar e guardar como lembrança, de momentos maravilhosos vividos na cidade da "Pedra que Canta", tambem conhecida, por "Angulus ridet" ou Traduzindo: Lugar Aprazível! Ou Simplesmente: ITANHAÉM!
O cheiro da maresia, o marulho do mar e o farfalhar da flora...
Tem muito mais coisas para conhecer, mas: Se não olhar... a gente não vê!
Itanhaém, 10 de março de 2013
J.A.Jardim ( Sêo Jardim )
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