domingo, 17 de março de 2013

O aborto!

Quantas mães embalam no seu regaço,
O feto concebido em momentos de amor,
Quantas, submetem-se ao fórceps de aço,
Contraindo para si... um calvário de dor!

São mães que a vida ao prazer seduz,
E não quer ter o corpo deformado,
Fugindo da vereda que falou Jesus,
Preferindo a outra, larga, do pecado!

Mas, um dia, o remorso vem,
De mansinho, bater à sua porta:
Num sorriso inocente de um neném...

Porém, sua alma, parece que está morta,
Ao recordar os abortos - Que tolice!
Perdeu a chance de ser feliz... na velhice!

São Paulo, maio ( mês das noivas ), de 1988

J.A.Jardim    ( Sêo Jardim )

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