Quantas mães embalam no seu regaço,
O feto concebido em momentos de amor,
Quantas, submetem-se ao fórceps de aço,
Contraindo para si... um calvário de dor!
São mães que a vida ao prazer seduz,
E não quer ter o corpo deformado,
Fugindo da vereda que falou Jesus,
Preferindo a outra, larga, do pecado!
Mas, um dia, o remorso vem,
De mansinho, bater à sua porta:
Num sorriso inocente de um neném...
Porém, sua alma, parece que está morta,
Ao recordar os abortos - Que tolice!
Perdeu a chance de ser feliz... na velhice!
São Paulo, maio ( mês das noivas ), de 1988
J.A.Jardim ( Sêo Jardim )
Nenhum comentário :
Postar um comentário