Tens sido para mim, cruel demais, contudo,
eu não te esqueço um só instante
sofro, como ninguém, em silêncio, tudo,
ao ver meu sonho na alma... agonizante!
Sei que teu coração é um misterioso cofre,
de amor, tesão, afeto e muito carinho,
e ao meu coração que tanto sofre,
ofereces fel em taça de vinho!...
Porque palpita teu coração,
quando o meu olhar te busca?
Por qual razão evitas encontrar-me?
Mas, se me encontras, és brusca,
e tua confusão denuncia,
o teu secreto alarme...
Será remorso? Amor? Receio... de ferir-me?
Não sei... Só sei que és muito, muito ingrata!
E sei que é cada vez mais forte e mais firme,
Este infinito amor, que dando-me vida: Mata!
J.A.Jardim
São Paulo, agosto, mes de desgosto e de cachorro louco! 1999
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