segunda-feira, 4 de março de 2013

"Ave-maria, cheia de graça!..."

Maria, levantara-se muito cedo para fazer o costumeiro café à moda de Minas, para o seu consorte, bem forte...
De repente, ouviu alguem bater na porta, meio sonolenta, perguntou quem era... porém, silêncio absoluto!
Novamente, outra batida, agora com mais força...
Foi até o chaveiro e pegou a chave da porta no molho de chaves e enfiou na fechadura, mas, a chave emperrou...
Outra batida bem mais forte, ainda, que as duas primeiras, então, perguntou em voz alta: " _ Quem bate...?"
Ninguem respondeu, aí ela foi até a janela da cozinha, que permitia ver tudo lá fora, abriu a veneziana e olhou, mas, novamente, não ouviu nem viu nenhuma viva alma...
Aí, lembrou-se das estórias de sua progenitora, que contava sobre as assombrações e almas penadas, que pediam orações, e de quadros que caiam das paredes, de batidas nas portas, alem das vozes... que viviam chamando as pessoas, pelo nome... cruz credo!
Lembrava-se de suas recomendações: " _ Minha filha, ao ouvir vozes ou batidas nas portas, sem respostas às perguntas, é porque as almas precisam de orações e de luz, para enfrentar as trevas, onde estão os frutos de suas colheitas abrigatórias... à cada um segundo as  suas obras, e alma penada perturba a paz, cujo antídoto, é a oração, somente a oração!"
Maria foi até o quarto, pegou o terço que estava pindurado na cabeceira da cama e começou a orar assim:
" - Ave Maria, cheia de graça..."
E adormeceu... como se fosse um anjo!

Itanhaém, 04 de 03 de 2013

J.A.Jardim  ( Sêo Jardim )

Nenhum comentário :

Postar um comentário