terça-feira, 12 de março de 2013

O que me resta no ocaso?

Depois de muito ter vivido,
Já não sou mais como antes,
A vida foi perdendo o sentido,
Já não faço mais parte dos amantes...

Sou como um barco à deriva,
Perdido nas minhas emoções,
É impossível que eu sobreviva,
Em um mar ...cheio de tubarões!

Lêdo engano, de quem tem,
Essa esperança hoje em dia,
Devido a dor que me crucia:
No amor não tenho um bem!
Na vida... nunca tive a sorte:
Só me resta esperar a morte!

Uma homenagem a Augusto dos Anjos, conhecido como o poeta negro, que escreveu assim:

" Para iludir minha desgraça, estudo.
Intimamente sei que não me iludo."

Itanhaém, 26 de nov de 2010

J.A.Jardim   ( Sêo Jardim )

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