terça-feira, 12 de março de 2013

Reflexões ao entardecer: A terceira idade!

Começa um novo ano e lá se vai o velho...
O velho anda muito preguiçoso, cansado... e com dor prá todo lado!
As reflexões, faço-as em virtude de certos postulados, anexins e ditados populares:
Devo traçar novos rumos à minha existência, achar os erros e acertos, fazer curtas caminhadas para não ser surpreendido pelos reveses e pedras perdidas, pelas estradas da vida, que soem aparecer, pequenas, médias e grandes...
Na terceira idade, somos surpreendidos por um diagnóstico, que invalida a fórmula e a bula enganosa, falaciosa... aí, as verdades viram mentiras e vice-versa, ao escrever:
Que, existe um mundo melhor, sem os horrores das guerras que, em pleno século XXI assolam os países dos intolerantes... e a gente vê tudo isso, ao vivo, na telinha da tv!...
Que, existe um emprego perfeito, onde se faz o que se quer, e as nossas ambições são satisfeitas pelo nosso ego, que acha que o mundo nos deve tudo - Bons salários,estabilidade, planos de carreira e qualidade de vida...
Que, existe um mundo maravilhoso oferecendo-nos prazeres, alegrias, satisfações variadas e desejos inconfessáveis... sem condenação e discriminação, pelas nossas pequenas "aberrações..." essas coisas de velhos, que pisam nos umbrais da terceira idade...
Estes tres conceitos, criados da utopia, interligam-se na mágica da obviedade da vida após a morte, pois, no cotidiano da materialidade da lida moderna e altamente competitiva, estes conceitos são apenas reflexões, que não condizem com as espectativas do " dolce far niente" do viver contemplativo, gustativo  e passivo dos que vivenciam " a melhor idade..." Eu disse: Melhor?
Existem outras opções, mas, tudo é relativo ao grau de conhecimento e evolução espiritual de cada um... bem como  da saúde física e mental dos que defendem as benesses da terceira idade.
É como querer entender matemática quântica, física ou química, quando a gente está iniciando os primeiros passos nos caminhos da educação, não é mesmo?
Analizemos, sob a ótica fria das nossas emoções:
* Quando, nossas forças físicas já não correspondem aos nossos mais simples movimentos do corpo físico...
* Quando, nossos órgãos caminham para o envelhecimento e não há, como quando éramos jovens, a reposição de células num moto-contínuo, que dava gosto...
* Quando, temos que fazer regimes alimentares porque, nem tudo que existe nos prazeres da gastronomia nos convém...
* Quando, aparecem as enfermidades corriqueiras, e a gente sente-se dolorido, cansado, abatido, desanimado e, ao menor movimento, tudo dói: dor daqui, dor dali, dor de lá... É chamado de " idade do com dor."  Referencia absurda, pura gozação, pois, a ave condor, é uma águia esplêndida, de porte avantajado, que traça voos nas alturas da amplidão do céu dos Andes... e tem uma saúde de ferro!
Acho que,  a Terceira idade, está sendo confundida com a Quarta, que é a idade da reflexão dos nossos erros e acertos, das nossas mudanças de conceitos e paradígmas... de tornarmo-nos cada vez melhor, e líder servidor dos nossos semelhantes... de pedir perdão pelos nossos pecados, que ninguem conhece, a não ser: Deus!
O entardecer, depende do ponto de vista e do ponto geográfico em que estamos, de acordo com as intempéries do orbe e de nossas vidas... Bem ou mal nutridas e vividas!
Na terceira idade: É tempo de mudança, de transformação, de vida nova, é enfim, a última etapa de arrependimento, regeneração e oportunidade!
De resto só resta esperar a morte, ou o transplante de muitas células-tronco!
 
Itanhaém, 02 de jan. de 2013
 
J.A.Jardim ( Sêo Jardim )
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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