sexta-feira, 22 de março de 2013

Teatro da insensibilidade



Passeava, contente, em São Paulo, pelo centro da cidade,
quando vi, de repente, cenas que sempre olhava,
mas, não via:
Mendigos, aleijados, menores carentes,
sêres esfarrapados, estropiados,
e amigos íntimos da fome,
da dor e do desamor...
Não! êles não teem nome,
quando a gente olha para eles,
mas, teem um olhar que toca fundo
a alma de que os fita,
até de relance...

Eles chegam da periferia...
da marginalidade...
do anonimato...

Esses nossos "gouches" irmãos,
bem no centro da cidade,
vivem a nos estender as mãos...

Vi... de repente,
cenas que olhava,
mas, não via!

É a insensibilidade
atingindo o ápice do desdém,
pela dureza de nossos corações!

Vi, de repente...

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