terça-feira, 12 de março de 2013

O sagrado mister da Medicina

Incontáveis vêzes, um médico torna-se insensível à dor de seu semelhante, na figura presente de seu paciente...
A dor, vai, devagarinho, calejando sua alma cheia de sonhos, esperanças e realizações, ao confrontar, diuturnamente, com os superlativos motivos, inconsistentes, e quase utópicos, da dor humana, no aparecimento das doenças que invadem o corpo, e muitas vêzes, a alma sofre mais pela incompreensão desta visita, que nunca foi, siquer, convidada...
Os esforços dos profissionais, que militam na debelação das doenças, tornam-se em vão por muito tempo, na ampulheta da vida, que, vagarosamente, esvai-se... como se fosse um sôpro na densa névoa das nossas emoções, também, voláteis...
Aquele compromisso com Hipócrates, o Pai da Medicina, vai ficando para traz... e fica-se a matutar no trocadilho com hipócrita, pensando ser mais adequado ao mundo em que vivemos, sem chance de ajudar ao semelhante no sagrado mister da Medicina, que cuida do corpo, pois, ficamos esquecidos da outra que cuida da alma, caindo no desdém da ética e da moral, que julga ser pertinente ao Supremo Legislador da Vida, que deixa, embora tenha todo o poder, suas criaturas no mar das amarguras, das lágrimas e das dores, como diria com mais propriedade: " Ao Deus dará!..."
Para o médico, a dita insensibilidade adquirida, é fruto das ambições desmedidas, pela facilidade de amealhar a moeda sonante, das vaidades, da egolatria e do poder temporal, que possui perante a sociedade e às margens das Leis, que não atingem sua postura e conduta, por mais errada que seja... parece e sente-se um deus, então, pode magoar, desprezar, punir e matar, sem ser condenado por nenhum Tribunal... a não ser o de sua consciência! Lêdo engano, quem pensa e age assim, pois, um valor mais alto se levanta, no velho anexim: " À cada um segundo as suas obras pela Lei de Causa e Efeito, que governa o equilíbrio do Universo Infinito, pautada no livre-arbítrio dos pensamentos, palavras e ações... de quem quer que seja!
Se Lavoisier constatou que: "Nada se cria, nada se perde e tudo se transforma..." Mesmo os mais hediondos crimes dos seres humanos, terão suas chances de reabilitação perante a consciência universal, nascendo, em outro tempo, com as mesmas doenças, que teve a oportunidade de medicar, auxiliar e curar, ou simplesmente, prescrever um paliativo ou lenitivo para melhorar a qualidade de vida de seus pacientes, irmãos e semelhantes...
Aí, é o tempo de oportunidades perdidas, pelos seus dons naturais e adquiridos, que não voltam nunca mais... comprometendo sua chance ao encarnar, novamente, como um ser sadio e forte, mas, volvendo doente e sofredor das mazelas, que não quiz dar fim ou minorar... perde-se o dom de usar a empatia e de curar... buscando a cura que negou, voluntariamente...
Porém, encontra na sua nova jornada, uma maneira de higienizar seu espírito, - insensível e fraco, para conter seus desejos e metas, nas trilhas do amor e da caridade... - para continuar rumo à evolução que, pacientemente, o esperou: Na cama de um hospital jaz o paciente, médico do pretérito, que espera atendimento desses profissionais da Medicina comtemporânea, da era dos recursos inimagináveis...
Os corpúsculos negros, causadores, agregados, das enfermidades, são atraídos pela nossa maldade de pensar e agir, mas, que tem no amor ao próximo e aceitação das dores, sua extinção auto-limpante, tanto para os enfermos, quanto para os profissionais da medicina tradicional ou alternativa!
Médico amigo, não jogue fora esse dom maravilhoso de curar as doenças do corpo físico... Ame e dedique-se ao sagrado mister da Medicina, seja lá qual for a sua especialidade, mas, nunca esqueça de colocar no seu trabalho: O toque divino da Caridade... que está adormecido em seu coração!
Diria que: É bendita a dor que nos fortalece,
E se ela bater à sua porta, faça ao Criador,
Uma simples... e sentida prece!
ET: A Doutrina  Espírita Kardecista  é contra a eutanásia!
 
A  nossa vida amanhece, anoitece e amanhece... novamente! Sempre, nos ensejando à reforma íntima de nossos valores, mutáveis, nas veredas da Caridade e do amor... que nos liberta!
 
Itanhaém, 12 de 03 de 2013
 
J.A.Jardim   ( Sêo Jardim )
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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